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Este projecto estruturava-se em quatro temáticas (História, Ciência, Ambiente e Tradições) que exploravam diversos equipamentos e locais propriedade do município, como por exemplo, os Atoleiros 1384-Centro de Interpretação da Batalha dos Atoleiros, o Monte das Estrelas - Observatório Astronómico da Ribeira Grande, o Centro de Artes e Ofícios de Cabeço de Vide e os recursos arqueológicos do concelho, entre outros.
O plano do projecto pretendia o desdobramento dos recursos identificados em diferentes produtos e a sua orientação para diferentes targets (escolas, crianças, famílias, turistas, população local), de forma a conferir ao concelho cariz turístico, patrimonial e cultural imprescindíveis quer para a sua afirmação e crescimento regional, quer para a sustentabilidade dos equipamentos envolvidos.
A estratégia de acção e dinamização do projecto assentava num programa integrado que conferia coerência, animação e sustentabilidade de gestão aos equipamentos e recursos existentes, e que estava ancorada numa acção denominada CAMPO PATRIMÓNIO – acção essa propriedade da Spira, justificando-se assim a natureza particular da consultoria levada a cabo.
O CAMPO PATRIMÓNIO dirigia-se à população escolar dos níveis de ensino pré-escolar, 1º, 2º e 3º Ciclos, e ensino secundário, com abrangência nacional. O Campo dividia-se em duas linhas de acção, distintas mas complementares:
• Ateliers e acções educativas ligadas ao património (em sentido lato, abrangendo desde o património edificado ao património imaterial) planeadas e construídas de forma a serem complementares aos programas de ensino oficiais. Estes ateliers eram dirigidos a escolas de todos os níveis de ensino, e pretendia-se que funcionassem durante o período lectivo na antiga Estação de Caminhos de Ferro de Fronteira.
• Campo de Férias educativo associado ao património (mais uma vez, em sentido lato), a realizar durante os períodos de férias escolares da Páscoa e Verão e que seriam um prolongamento das acções pedagógicas desenvolvidas ao longo do ano lectivo.
Seria com base nesta acção âncora – CAMPO PATRIMÓNIO® – e nas suas duas vertentes que se estruturaria a estratégia de acção e dinamização de todo o projecto Património sem Fronteiras. A abertura do Campo Património estava prevista para Outubro de 2010.
Contudo e uma vez concluído o trabalho preparatório em regime de consultoria, optou o Município de Fronteira por explorar os seus recursos e equipamentos de forma diferente, não se tendo verificado aquilo que poderia ter sido a primeira experiência de parceria público-privada em gestão integrada de equipamentos culturais. A Spira, entretanto, desenvolveu o seu projecto Campo Património – Animação Pedagógica como negócio próprio (www.campopatrimonio.com).